Insônia em Idosos

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Dra. Silvia e Dr. Cláuber discutem pontos importantes sobre a insônia na terceira idade e comentam como a Medicina enxerga este problema. Distúrbios relacionados ao sono são muito frequentes na população idosa e se manifestam de diferentes formas. Dentre as principais queixas, destaca-se a insônia, que se caracteriza como uma dificuldade de iniciar e/ou manter o sono ou ainda presença de sono não reparador, aquele que prejudica a realização das atividades diurnas.

As causas mais comuns de insônia são: alterações do humor (ansiedade, depressão) e outras doenças neuropsiquiátricas (demências, Parkinson, síndrome das pernas inquietas), insuficiência cardíaca congestiva, asma/DPOC, doença do refluxo gastroesofágico, distúrbios da tireoide, abuso de café/cafeína, cigarro, bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas, medicamentos, além de questões sócioemocionais.

A causa mais comum de sono não reparador é a apneia do sono, que abordaremos em outro post.

Para o diagnóstico, identificação da causa e tratamento adequados é necessária uma avaliação médica detalhada, com investigação clínica e realização de exames complementares (laboratoriais, de imagem, polissonografia).

O tratamento da insônia se baseia principalmente em estratégias comportamentais, que chamamos de “higiene do sono” e, quando essas medidas não são suficientes, no uso de medicamentos.

Dentre as estratégias comportamentais mais efetivas estão: realização de atividade física durante o dia, restrição de cochilos diurnos (e quando os fizer, limitar a, no máximo, 45 min.), estabelecer horários para deitar e levantar, evitar assistir televisão ou trabalhar na cama, redução de consumo de produtos com cafeína (café, chá preto, refrigerantes) após o período da tarde e de líquidos à noite, evitando despertares para micção, reduzir luminosidade e atividades estimulantes antes de dormir, realizar atividades relaxantes como leitura, meditação, ao deitar.

O tratamento medicamentoso com indutores do sono, benzodiazepínicos e antidepressivos deve ser realizado com cautela pois amentam o risco de quedas, de sonolência diurna e alguns deles, de piora cognitiva e dependência química, com efeito rebote/tolerância após uso prolongado. É importante também checar a lista de medicações em uso para averiguar se algumas delas podem estar contribuindo para o quadro de insônia.

Cuide de seu sono! Ele é muito importante para o descanso da sua mente e do seu corpo e é neste momento que seu cérebro armazena as informações aprendidas e se prepara para os novos estímulos do dia seguinte! Sua qualidade de vida depende muito de uma boa noite de sono!