Depressão em idosos

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Dra. Sílvia e Dr. Cláuber discorrem sobre algumas particularidades sobre a Depressão na terceira idade.
Depressão é uma doença da psique humana que acomete mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a principal causa de incapacidade, segundo dados da OMS.

No Brasil, cerca de 5,8% da população geral apresenta este transtorno e este número aumenta entre os idosos, chegando a mais de 11%. Diversos fatores aumentam o risco de depressão nessa parcela da população: sexo feminino, presença de outras morbidades, histórico prévio de depressão, perda da função social, isolamento da família e comunidade, luto.

A apresentação da doença varia bastante na população idosa, fazendo-se necessária uma atenção redobrada em pessoas com as seguintes queixas: alterações do sono, apetite, dores físicas, cansaço, prejuízo na memória e na atenção. Além disso, a presença de tristeza excessiva, isolamento social, pensamentos de morte, apatia, irritabilidade são fortes indícios de que um idoso pode estar deprimido.

O diagnóstico de depressão é baseado na anamnese clínica, avaliação do histórico de saúde e elementos psicossociais do paciente.

O tratamento da doença pode, por vezes, requerer uma rede de suporte ao idoso, incluindo familiares, amigos, médicos e terapeutas e se baseia em diversas estratégias: tratamento medicamentoso, exercícios físicos regulares, psicoterapia, maior inserção do idoso em atividades com a família/comunidade, terapia ocupacional e até animais de estimação.

O grande objetivo do tratamento é melhorar a qualidade de vida e devolver a ele sua funcionalidade e motivação para viver!